Paradesporto
A treinadora, a atleta e duas medalhas paralímpicas
Uma história que começa numa casa em Manaus e termina em dois pódios, no Rio e em Tóquio
12/08/2026 · 4 min
Laiana Rodrigues Batista era atleta de vôlei convencional com convites para testes em Osasco, Sorocaba, Três Corações e Macaé. Em 2000, aos 18 anos, contraiu dengue hemorrágica, que evoluiu para síndrome de Guillain-Barré. Ficou com as pernas paralisadas. Voltou a andar dois anos depois.
O relato dela sobre quem esteve presente é a chave da história: "Infelizmente não tive apoio do meu clube. Apenas da minha mãe, do meu pai e da minha treinadora, Lilian Valente."
Laiana passou a morar com a professora, que a convenceu a abandonar o curso técnico de enfermagem e cursar Educação Física na Universidade Nilton Lins. Tornou-se bimedalhista paralímpica: bronze no vôlei sentado no Rio 2016 e em Tóquio 2020 — as duas melhores campanhas da história do Brasil na modalidade. Somam-se duas pratas em Jogos Parapan-Americanos e a convocação para Paris 2024.
Lilian Valente é licenciada em Educação Física pela UFAM e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade Técnica de Lisboa. Está na instituição desde 2000. Hoje é Coordenadora de Esportes, Diretora Técnica da Associação Atlética, presidente da FAUD e vice-presidente da Regional Norte da CBDU.
